1 de fevereiro de 2010
Me propus a escrever minhas observações sobre o Big Brother por aqui, até que a Tessália volte e retome blog, twitter e toda essa vida digital que ela toca melhor do que qualquer um de nós. Tenho blog desde o começo dos anos dois mil e, infelizmente, nunca fui muito adepta da liberação total dos comentários. Já que todo mundo tem defeito, um dos que mais assumo é que não lido bem com overdose de opinião. Mas, já que vocês perguntaram sobre os comentários, gostaria de explicar que não estou deletando. Autorizo os educados, as críticas construtivas, os queridos. Você pode dizer que não gosta da Tessália numa boa, que está torcendo pra outro integrante do programa e tudo mais. Mas vai ter que dizer isso sem agressão. Guardo numa caixinha desligada os mal educados, ofensivos, caluniosos e os semeadores de ódio. Me perdoem, mas não vejo propósito algum em alimentar esse tipo de espaço e sentimento. Se quando a Tessália voltar ela quiser liberá-los, ok. Tudo o que for escrito não será de forma alguma deletado e ela terá acesso a todo o conteúdo, mas, enquanto estiver na minha mão, o poder supremo do que é comentado por aqui, é meu. E ó, vou dizer mais, é bom que me tratem bem porque senão vou editar tudo de ruim que vocês escreverem e ainda enfeitarei com florzinhas de carinho miguxo.
Tenhamos noção, minha gente. Bater-papo sobre o que a gente vê na televisão é legal, mas não precisamos brigar por isso, muito menos odiar alguém por isso. Bóra prestar atenção no nosso rabo antes de olhar o do outro, né? ![]()
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1 de fevereiro de 2010
Sobre o que é visto, escrito e sentido pelos profissionais.
Depois da primeira semana do BBB10 optei por não ler o que os grandes canais e blogs escreveriam sobre o programa. Não vejo nada pelo pay-per-view, assito – quando posso – o que é mostrado para o público. Optei simplesmente por ler somente pessoas que conseguem escrever assim, como o Mauricio Stycer:
Mauricio Stycer é repórter especial e crítico do UOL. Jornalista desde 1986 e já trabalhou no “Jornal do Brasil”, “Estadão”, “Folha de S.Paulo”, “Lance!”, “Época” e “CartaCapital”. Parabéns pelo trabalho, Mauricio. Sua coluna na UOL tem sido um dos únicos lugares onde é possível ler sobre Big Brother sem o estilo mais adotado do momento, aqueles cheios de carga emocional, crueldade desnecessária e análises formadas a partir de interesses pessoais. Parabéns, moço.
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27 de janeiro de 2010
A arena é o lugar onde combatem os gladiadores, cavaleiros, escravos querendo a liberdade, assassinos e mercenários, dentre outros. Estes combates geralmente não precisam ser levados até a morte, visto que é um jogo. Sim, um jogo. A arena existe principalmente para levar um pouco de diversão e distração para as pessoas, na tentativa de fazer com que esqueçam a falta de sentido das nossas vidas (política do pão e circo: se um rei alimenta e distrai sua população, eles não tem por que se rebelar).
As arenas são campos de batalha, a maioria inesquecível e imperdível. A unica diversão suprema, em que nobres, reis, monges, aldeões, pobres, civis e militares se unem em um mesmo local, e com a mesma ansiedade em assistir ao combate. Pessoas de todos os tipos se unem pelo mesmo ideal: ver a vitória de um, que significa a desgraça de outros. A arena é a decisão de todas as vidas.
Uma arena não funciona sem os seus duelos. Para os guerreiros, a única regra é a própria sobrevivência. E, para isto, além dos mais avançados armamentos (espadas, tridentes, machados, redes de ferro, lanças…), eles contam com diversos equipamentos (cordas, correntes, bastões…) e mais um monte de utilitários para os seus jogos. Podemos ver alguns correndo em bigas, outros montados a cavalo ou em lobos e outros ainda a pé.
Muitos dos guerreiros contém aquele “algo a mais”. Ele pode ter sorte absurda e, com isso, para seus oponentes, tudo aquilo que puder dar errado, dará. Imunidade a doenças ajuda muito contra um clérigo que rogue pragas. Ter uma grande empatia com os animais pode fazer com que as feras da arena (leões, tigres, touros…) não o ataquem. Mas ter uma boa mira, uma boa visão ou qualquer sentido bem aguçado também é imprescindível para se conseguir um bom resultado.
É claro que a platéia geralmente torce pelos guerreiros prediletos, ou seja, os que sempre ganham. Um novo guerreiro pode vir do nada e ter a sorte absurda de estar rapidamente entre os melhores, mas geralmente eles começam como escudeiros, cuidadores de animais, mulheres tentando demonstrar sua superioridade em combate, escravos tentando comprar a liberdade, déspotas tentando a própria sorte e até aqueles que não tem mais nada a perder.
E você? Já se considera um campeão? Não se iluda, nessas arenas atuais (empregos, baladas, reality shows…) as apostas estão contra você, e você terá que provar aos outros o quanto estão errados. É necessário que você seja um destemido guerreiro para sair dessas arenas com vida ou ainda possa arrumar um bom emprego na guarda, gozar de bom status na sociedade ou, até mesmo, fechar um contrato como aventureiro, mercenário, marujo, gladiador, dentre outros.
Não deve ser fácil compreender os porquês dos que se jogam ou são jogados no centro desse circo, mas acho que a gente prefere nem saber, não é mesmo? Quem mandou sair da arquibancada e alcançar a arena? Todo mundo sabe que é muito mais fácil julgar e condenar quem está em evidência. Eu julgo! Julgo, condeno aqui com meus botões, mas confesso que há uma hora nesse jogo todo que tiro os olhos do centro e não consigo tirá-los daqueles que estão ao meu redor, bem aqui na nossa arquibancada.
É nessa hora… Na hora que a arquibancada se une para bancar a justiceira, é que me pergunto quem realmente são essas pessoas que jogam as pedras e que necessidade sádica, cruel e altamente questionável é essa de ver cabeças rolando. Me pergunto o que as faz pensar que são bons seres humanos, já que atirar pedras não é exatamente o tipo de comportamento comum em alguém que tem bom caracter.
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12 de janeiro de 2010
Estamos de volta!
Não, não é a Tessália, que a essa hora deve estar sentindo muita falta de um celular para nos informar o que é estar prestes a deixar de ser a moça simples e sorridente lá de Curitiba para se tornar a moça simples e sorridente do Brasil.
Na virada desse ano, lá na bio do Twitter, a nossa Twittess nos prometeu uma década cheia de emoções. É uma danadinha aquela menina! Escondeu de todos nós até o fim e agora estamos aqui, correndo feito uns cães dos infernos pra não parar com todo o bom trabalho que ela começou na internet.
Eu, Mell, Homero, a família e outros amigos queridos que incluiremos no site durante as próximas semanas, faremos o possível e o impossível para dar a vocês a atenção que a Tess sempre deu sozinha. Bem, não é a toa que a nossa bichinha tá lá. Ohh parada difícil! É twitter sendo invadido, blog migrando pra portal, gente ligando, gente falando, gente vendo, gente que não acaba mais e a gente tentando ser um pedacinho dela aqui fora. Suando, resolvendo e adorando. Sorrindo e agradecendo no final do dia. Estamos muito felizes por ela, esperançosos que todos vejam na TV um pouco do que enxergamos quando a conhecemos pessoalmente.
Dá um medão danado isso, sabe? É duro ver alguém que gostamos tão exposto. Eu sou marinheira de primeira viagem, a conheço a pouco tempo e tô tensa. Vou ver minha primeira conhecida enfiando o dedo no nariz antes de folhear o álbum de família.
Aiiiiii… Não é fácil não, minha gente! Mas vamos que vamos porque se Deus quiser vai dar tudo certo e a Tessália não volta tão cedo pra me mostrar essas fotos! Como diz meu pai, quando a briga é da família ou dos amigos da família: “Tamo junto!”
E que venham as câmeras! \o/
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